Quarta-feira, Janeiro 18, 2012

O Comunismo

O Comunismo é uma ditadura interior. Não afecta nenhum grupo nem elite que se sintetize em inconsciente colectivo. O Comunismo é uma liberdade interior que nunca existiu em nenhuma nação. Nunca nenhuma nação sentiu de facto a supremacia justa que tanto apela a quem verdadeiramente reina, como observamos contemporaneamente no caso da Democracia, considerada por muitos historiadores de nacionalidade portuguesa como um conceito que não existe na sua prática, no contexto das primeiras explicações teóricas do processo efectuado na descolonização portuguesa referente ao fim do período da Guerra do Ultramar iniciada oficialmente em 1969, e do surgimento do 25 de Abril de 1974. Nunca nenhum grupo foi deveras interiormente livre, ou por facto literal expressivamente igualitário da manifestação do seu pensamento e opinião como imprensa que se prime.
A imparcialidade dos casos é isso que o comunismo possibilita em termos de poder ser livre no seu interior. O ser humano desta forma se encontra e se conhece no reinado da sua psicopatia; – esta alusão não afere o caos do terrorismo homicida e do horror da tortura, pois, astuta, explora uma libertinagem que se perde na complexidade da ordem do Universo muito superior à antropomorfização das almas a qual esta não compreende aquilo que não vê muito acima de si e maior que a tentação que propaga de caos para controlo e prisão sob o outro.
Portugal é constituído verdadeiramente e na sua origem em si, como pensamento político de uma norma fisiológica e descrição anatómica, uma História muito adversa e distinta do resto do mundo, devido aos fenómenos de base naturais que possibilita de explorar em todo o seu território, não o fazendo, devido à sua ignorância e analfabetismo exterior e colectivo, e desconfiança e inveja interior e individual.
A excepção do Cinema Novo foi a ultrapassagem de uma ditadura negra de sessenta enquanto os melhores músicos portugueses foram perseguidos. A fome era a consequência de uma sobrevivência autónoma das autarquias pelo seu próprio povo para o Salazar sustentar de uma forma imbatível o seu escudo forte. O Alentejo é a maior referência pública de Zeca Afonso com a sua canção denominada Papuça, seleccionando o exemplo de contador de histórias para refutar opiniões posteriores do seu tempo, o futuro, no último concerto sucedido no Coliseu de Lisboa no dia 29 de Janeiro de 1983.
As próprias reformas de Abril, implantação de uma nova sociedade conceptualizada de república portuguesa, demonstram a fatalidade emergente de uma mentira que se sucedeu em todo o mundo, consequente até aos dias de hoje.
Os intelectuais navegam actualmente vergonhosos de suas próprias ideias aclaradas pela corrupção dos zombies nas horas do dia, baixeza da dignidade espiritual e profundeza iluminada de suas almas perdidas no inferno, como vampiros que navegam pela noite com a mesma fatalidade sentimental de Bram Stoker, sonhando chegar ao céu um dia, libertando-se mais depressa ainda do corpo com a morte, a transformação, mas do seu próprio país que mais ainda da podridão que este fenómeno terreno oposto e tão importante como a vida formula na carne material a quem só dela se importa, e que mesmo viva ou morta, por isso, na mesma fede.
Sensações de incómodo e náusea. Posteriormente a esta reflexão anterior, não sei o que estou a sentir. Ouço “o” Papuça, …já passou…
Penso que a transmissão do nosso sentir em que se conclui como o resultado o medo é proveniente de todos os nossos maus pensamentos que nos incutem desde pequeninos para nos preservarem em sobrevivência. Definam porventura de responsabilidade para viver num jogo ilusório, mentiroso, e doentio que apela, e doentio que incute, que nos resulta e se conclui na nossa própria pele. A coragem é o fruto positivo do nosso destino como seres humanos ultrapassando todas as circunstâncias prisioneiras, barreiras, sociais familiares. Da liberdade de pensamento, como de imprensa. Viver livre é a encontrar a nossa força interior, a real, a única possível de podermos ser genuínos, sendo felizes. Sejamos o que realmente somos sem medo, sem vergonha. No fim talvez possamos descobrir que não somos nada…
Seremos sempre algo, mas aquilo que definirmos continuamente por nossa escolha, o livre arbítrio. O destino será uma outra história, como a opinião dos outros. Salve o Materialismo Histórico e abaixo as suas más interpretações egocêntricas e egoístas que todos os ditadores até hoje definiram em vão a honra do seu nome, o seu conceito, o seu marxismo.
Portugal é a representação absoluta do seu nome em modo de termos e condições de vida abafadas no impedimento do seu registo cultural, e a exploração artística por sua inexistência desde o seu investimento até à sua criação. Mas quem é afinal o demónio que se mostre? – Reajam portugueses!
Não vos deixeis denegrir a vossa idiossincrasia no vosso dia-a-dia roubando e assim perdendo o brilho de serem vocês próprios. Não vos deixeis vender as vossas almas ao demónio por trinta tostões, aquando podeis ter todo o reinado do céu com o trabalho da ultrapassagem da vossa angústia que vos despoletou a vossa história. Olhai para o bem das condições de vida de saúde e tecnológicas de hoje, e não para o mal derrotista do passado. Vale a pena lutar por vós em consideração e degenerescência do vosso merecer por tudo aquilo conquistado; – mas afinal Deus não perdoa o pecado? Nunca pedimos chacina nas revoluções! ...

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