De cada interpretação existe uma interpretação da interpretação. A arte é a última das interpretações. É a consistência consciente mais desfasada da realidade. Por isso a mais ilusória que se aproxima do maior inicio de todos os tempos como o período da existência da humanidade: a origem do universo. Esta interpretação tem a pretensão de ser artística.
O universo começou a falar a partir do momento em que a existência humana começou a ser interpretada através da comunicação com as palavras, na linguística como seu momento consciente o percurso de estudo, o conhecimento. O sentido de repugnância é o próprio elemento artístico, e por ser de rejeição, é a maior proximidade mais desfasada da realidade, de todas as realidades, uma vez que a realidade não existe.
A decadência da pobreza e o extremo de um povo diluído resultado de um processo dual de rotatividade é Portugal. A sua miscelânea é também contínua no processo de cultura onde uma se observa à outra numa alternatividade entre o material e a mentalidade. Hegel estipula a demarcação das nossas classes sociais na vertente do seu epicurismo estudioso e filosófico na epistemologia. Assim se observa o Karma original destinado na vida de um desgraçado.
Mas estas normas não se estabelecem na grandeza de sua inspiração. Estas limitações se processam na verdade absoluta que nos carcomeu e enterrou o ego freudiano. As lembranças espirituais foram absorvidas. É necessário um pós-modernismo para o regresso à origem através da fatalidade de um apagão. E o seu texto que existe inexistente é miraculoso. Ser português é um invisível artista absoluto, o homem total, em todas as artes numa só vanguarda que é a sua. E o seu enjoo invasivo a própria natureza da existência intrínseca.
No fim, mesmo que prevaleça por toda a eternidade, todas estas palavras serão devoradas pelo vazio e o apagão total de todo o seu sentido que propaga a intrínseca história desta composta, deste estímulo que formula aquilo que o homem contemporâneo deste meu tempo denomina como verdade e realidade, que, e, não sabe. Com certeza na hora da minha morte, ou se estes textos e versos permanecerão publicados, tanto ou muito, pouco ou nada, até ao fim da natureza do universo que assim o compõem como tal, e daí a previsão da similaridade limite pequena do meu olhar, de ser português, e de ser homem, e de ser ou não humilde.
De todas estas diferenças duais que é só uma, a humildade associada à desgraça apela a uma terrível coincidência que comparo a um belo trecho do texto de João César Monteiro em Recordações da Casa Amarela: uma vez sucedida a desgraça de ter perdido a pensão por desânimo de empatia em horrores por pedofilia, atentado suposto de violação, o pequeno prazer de ser pecado gostar-se de mulheres (muito) mais novas, e como sempre pobre, roubado materialmente pela verdadeira depravação da hipocrisia e mentira que é ser português (a personagem (-tipo) da velha mulher dona da pensão), morre-se-lhe a mãe de João de Deus para não estranhar mudança radical de agora passar a ser um mendigo desgraçado, e a ir-se habituando aos poucos à podridão das ruas, sem abrigo, cama, frio, nenhuma comida nem roupa lavada. Mas a essência não se retira por pureza de devassidão na, e a, imensidão do espaço, onde se nos propaga a cor e a imensidão da luz do conhecimento em espírito crítico que nos apregoa as almas para vivermos melhor e sermos deste mesmo último adjectivo a educação e o absoluto, interroga-nos a existência do demónio senão a presença desse por sermos fracos, sem coragem para assumirmos sem dúvida o trabalho que temos cá a fazer para benefício somente de nós próprios o deixarmos de ser egoístas.
0 comentários:
Enviar um comentário